sábado, 28 de abril de 2012

Saudades... Padre Levi, homem e sacerdote

Um texto do Professor Universitário: Inácio Torres
Fonte: Diário do Sertão


Nascemos na mesma cidade: Patos da Paraíba. Ele na zona rural, eu na urbana. Moramos no mesmo bairro: Santo Antônio. Ele, na rua do poeta maior, Augusto dos Anjos; e eu, na rua do apóstolo do Brasil, Padre Anchieta. Estudamos, embora em épocas diferentes, no mesmo colégio, o Diocesano de Patos, do tempo do Monsenhor Vieira. É que, quando nasci, ele já tinha 25 anos e já era um pregador criativo e iluminado. Hoje soube de sua partida para o alto do céu. E, num instante veio-me à memória algumas boas lembranças e saudades do tempo de criança/adolescência vivenciado na minha terra natal.
Refiro-me ao Padre Levi Rodrigues de Oliveira, nosso Pe. Levi, um verdadeiro sertanejo, homem corajoso, inteligente e talentoso, nascido na fazenda Santa Tereza, no município de Patos da Paraíba, no dia 07 de dezembro de 1926. Era filho de S. Alexandrino Rodrigues e de D. Mariana, casal que concebeu vinte e um filhos e ainda adotou outros dez.
Pe. Levi estudou no Colégio Diocesano de Patos, na época em que o Monsenhor Viera era diretor. Em seguida, no Seminário Arquidiocesano da Paraíba e posteriormente em Roma, na Itália. A sua ordenação diaconal acontecera em 1954 e a presbiteral no dia 17 de dezembro de 1955. S. Alexandrino não queria que o jovem Levi fosse padre e, por essa razão, passara quatro anos sem falar com o filho.
Como se vê, desde jovem o Padre Levi tinha convicção e consciência em suas escolhas, pois, se já é difícil fazer-se uma escolha profissional, imaginemos a sacerdotal, sobretudo sem o apoio paterno.
Ele era um precursor, um homem de vanguarda. Exemplifiquemos com uma atitude de pioneirismo desse padre: a construção da Igreja Santo Antônio, na cidade de Patos, cujos azulejos da parte externa representam o Antigo Testamento e da parte interna o Novo, fazendo-a praticamente a única no mundo com esse estilo e uma das mais belas do Brasil. Para construção dessa igreja, o Pe. Levi mobilizou, além de sua família e dos paroquianos, alguns políticos. Sua mãe doou o terreno; Janduí Carneiro, Rui Carneiro e Bivar Olinto as imagens de Santo Antônio e de Santa Quitéria; os azulejos foram doados pelos paroquianos; e os trinta e três anjos com lâmpadas que ficam sobre o teto da igreja, os vitrais, a cobertura de madeirites e alumínio e as roseiras, trazidas de São Paulo foram ofertadas pelo Pe. Levi. Ele construiu também o cemitério Santo Antônio que favoreceu muito as comunidades dos bairros Jatobá e Monte Castelo.
Muito criativo, o Pe. Levi instituiu em Patos uma série de inovações que conquistava o povo, dentre essas podem ser citadas a procissão dos homens durante a Semana Santa e a paixão de Cristo encenada no pátio da igreja. Sob sua coordenação as missões de Frei Damião atraiam milhares de pessoas. A sua homilia curta e direta, numa linguagem simples e objetiva, cativava o povo. Tinha conhecimento de hipnose e era profundo estudioso das obras de Santo Agostinho e São Tomaz de Aquino. A sua fala em seus programas de rádio (em Cajazeiras pela Alto Piranhas e em Patos pela Espinharas, só para citar duas emissoras) animavam as pessoas e levantavam a autoestima.
Pe. Levi foi vigário das paróquias de Pombal, Malta, Coremas, Boqueirão dos Cochos, Jericó, Bom Sucesso, São José de Espinharas e, em Patos, das paróquias de Santo Antônio, Nossa Senhora da Guia e São Sebastião. Na política foi prefeito da cidade de São José do Bonfim e Deputado estadual. Foi também presidente do Esporte Clube de Patos.
Por fim, como Pe. Levi era um homem de alto astral e sempre de bem com a vida; desejoso de guardar dele essa imagem, concluímos com esse texto folclórico extraído do livro “Paróquia de Santo Antônio – 50 anos de história”, organizado pelo Pe. Paulo Jackson.
“A guerra entre os dois padres” – narra Padre Paulo – “encrenca política entre os padres não é de hoje. Quando Pe. Levi decidiu disputar a deputação estadual, recebeu pesada oposição do seu colega Pe. Noronha, que era muito conservador. Certo dia, Pe. Levi convocou uma passeata com as mulheres de Patos, pedindo que fossem todas de calça comprida, porque poderia dar uma ventania e levantar seus vestidos.
O Pe. Noronha ficou injuriado, e disparou no sermão dominical: “O Pe. Levi, apesar de pastor da Igreja de Deus, não tem vergonha. Esta história de passeata de mulher com calça comprida é somente para ver o tamanho do cachorro de vocês, viu?”.
Nossas condolências aos familiares de Pe. Levi e que ele tenha um descanso em paz. Guardemos vivos na memória e em nossos corações a sua lembrança.

Cajazeiras se despede de Padre Levi

Da redação
Falecido na noite de quinta-feira, 26, na UTI do Hospital Regional de Cajazeiras, Padre Levi Rodrigues, 85 anos, incardinado da Diocese de Patos, mas residia em Cajazeiras nos últimos anos.
Seu corpo foi velado ontem, 27, na Igreja Matriz da Sagrada Família em Cajazeiras, onde foi celebrada uma missa presidida pelo Vigário Geral, Padre Agripino e concelebrada por demais padres da Diocese de Cajazeiras. Mas tarde, o corpo foi transladado à Fazenda Santa Rosa no município de São José de Piranhas, local onde o Padre Levi residia. Também lá foi celebrado um missa com os padres: Agripino, Nicodemos, Antônio Luiz, Josinaldo e padre Neto.
Depois das homenagens feitas pelos amigos e familiares do padre, seu corpo foi transladado para a Diocese de Patos, onde hoje dia 28 será sepultado.
Velório e Missa de corpo presente do
 Padre Levi na Fazenda Santa Rosa








sábado, 31 de março de 2012

Encerramento da visita do estagiário Dalmir Cornélio em Pedra Branca‏

Da Redação
A cidade de PEDRA BRANCA completou ontem, 30, os seus 48 ANOS de emancipação política. Nas festividades alusivas ao município, o estagiário DALMIR CORNÉLIO participou com afinco e admiração nas diversas manifestações religiosas e culturais. O PE. DJACY celebrou a Eucaristia às 9h da manhã na MATRIZ DE NOSSA SENHORA DO PERPETUO SOCORRO com uma grande participação do povo da cidade e a presença do senhor Prefeito Municipal e todas as autoridades executivas e legislativas do município. A celebração foi marcada, também, com uma apresentação de um coral infantil que cantou o hino do município.
Na ocasião o estagiário DALMIR CORNÉLIO encerrou os seus trabalhos de pesquisa agradecendo ao PE. DJACY e aos demais membros de pastorais e povo de Deus pela acolhida e recepção calorosa de sua estada na cidade.
O estagiário enfatiza a fé do povo de PEDRA BRANCA e ao mesmo tempo enobrece a cultura e religiosidade que estão muito imbricadas para a manifestação de um povo ordeiro e solidário. Ainda segundo o estagiário o que o povo da Paróquia mais lembra é da Semana Missionária das SANTAS MISSÕES POPULARES e ao mesmo tempo acentua as diversas vezes que tiveram a visita de FREI DAMIÃO. De igual modo, neste dia da comemoração da cidade, recordam que foi Frei Damião que mudou o nome da cidade de Pedra do Fumo para Pedra Branca. É notório perceber a grande marca católica deste povo que mesmo enfrentando as misturas de seitas ou religiões, permanecem firmes na fé que professaram. Eles estão felizes e agradecidos ao Senhor Bispo Diocesano, DOM JOSÉ GONZALEZ, por terem morando entre eles um padre. Isto é algo de muita alegria na expressão dos fieis, pois são felizes com o seu novo Pároco, PADRE DJACY BRASILEIRO.
É bonito ver a Igreja sendo expressão viva na experiência da PALAVRA, da LITURGIA e daCARIDADE e bem representada por seus Ministros Ordenados. Pedra Branca está de parabéns pelos 48 anos de emancipação política e pela belíssima expressão de fé junto ao Pe. Djacy Brasileiro.

Domingo de Ramos: dia da Coleta Nacional da Solidariedade

Da Redação com a CNBB
No próximo domingo, dia 1º de abril, dioceses, paróquias e comunidades de todo país celebrarão o Domingo de Ramos, dia em que os cristãos de todo o mundo fazem memória a entrada de Jesus em Jerusalém. É nesta data que a Igreja realiza a Coleta Nacional da Solidariedade, gesto concreto da Campanha da Fraternidade, em que todas as doações financeiras realizadas pelos fiéis farão parte dos Fundos Nacional e Diocesano de Solidariedade.
Voltado para o apoio a projetos sociais, os fundos são compostos da seguinte maneira: 60% do total da coleta permanecem na diocese de origem e compõe o Fundo Diocesano de Solidariedade e 40% são destinados para o Fundo Nacional de Solidariedade. O resultado integral da coleta da Campanha da Fraternidade de todas as celebrações do Domingo de Ramos será encaminhado à respectiva diocese.
Em 2012, com o tema “Fraternidade e Saúde Pública”, a Campanha da Fraternidade (CF) reflete junto aos seus fiéis temas como a atual situação do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o texto base da CF 2012, dados do IBGE mostram que enquanto os mais ricos usam a maior parte de seu orçamento com saúde no pagamento de planos privados, os mais pobres têm os remédios como item de maior consumo de seus gastos com saúde.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Horários da Semana Santa na Paróquia da Sagrada Família

Click na IMAGEM e confira os horários das celebrações da Semana Santa na Paróquia da Sagrada Família em Cajazeiras.

Confira os horário das Celebrações da Semana Santa na Catedral

Da Redação

quinta-feira, 29 de março de 2012

São José de Piranhas celebra o seu padroeiro

Da Redação com Edileuda Cavalcante
A Paróquia de São José de Piranhas esteve em festa de 01 a 19 de março de 2012. Iniciando as festividades com a peregrinação da Imagem de São José, pelas comunidades rurais e ainda algumas comunidades da Paróquia Santo Afonso em Carrapateira para lembrar que antes já foi uma só Paróquia. De 10 a 19 foi o ponto alto, com as celebrações na Matriz, estudando os documentos da Igreja, acolhendo os pregadores, o bonito mutirão de confissões onde famílias inteiras se reuniram para irem receber o sacramento.
As festividades do padroeiro foram encerrada com a presença do Bispo Diocesano Dom José Gonzalez Alonso, que na ocasião recebeu homenagens pelos seus 17 anos de Ordenação Episcopal, ocasião em que Denner e Ana Clara (Príncipe e princesa da festa) ofertaram um ramalhete de rosas e a lembrança da festa (uma estola), que foi oferecida a todos os padres que participaram das celebrações e do mutirão de confissões, e um banner com uma mensagem da comunidade, entregue por Maria Eloisa (princesa da festa), ao mesmo tempo em que Edileuda Cavalcanti (representante leiga da comunidade Piranhense) prestou uma homenagem a Dom José. Tendo ainda acontecido outras homenagens de pessoas da comunidade.

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